O que é
Os seios da face são cavidades ósseas ao redor do nariz que drenam para a cavidade nasal. Quando essa drenagem fica bloqueada de forma crônica, surgem sinusite persistente e, em alguns casos, pólipos.
A cirurgia endoscópica abre e amplia as vias de drenagem dos seios da face sob visão direta da câmera, preservando a mucosa saudável. É realizada inteiramente por dentro das narinas.
Quando é indicada
- Sinusite crônica que não melhora com tratamento clínico adequado
- Pólipos nasais
- Sinusites agudas de repetição
- Sinusite fúngica
- Mucoceles e algumas lesões benignas nasossinusais
- Complicações de sinusite
Como é feita
- Realizada em hospital, sob anestesia geral, com endoscópio e instrumentos finos. Frequentemente usamos navegação cirúrgica ou tomografia detalhada no planejamento.
- Dura de 1 a 3 horas conforme a extensão. A alta costuma ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte.
- Pode ser combinada com septoplastia e turbinectomia quando há obstrução associada.
Recuperação
- Lavagens nasais abundantes com soro são a parte mais importante da recuperação.
- Revisões em consultório para limpeza das cavidades nas primeiras semanas.
- Afastamento das atividades por cerca de 7 a 14 dias; evitar esforço e assoar o nariz com força.
Riscos, benefícios e alternativas são discutidos individualmente em consulta. Os resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos.
Perguntas frequentes sobre cirurgia endoscópica dos seios da face
A cirurgia cura a sinusite?
A cirurgia restabelece a drenagem dos seios da face e reduz muito a frequência e a intensidade das crises. Em pacientes com rinite alérgica ou pólipos, o tratamento clínico de manutenção continua sendo necessário.
Fica cicatriz no rosto?
Não. Todo o procedimento é feito por dentro das narinas.
Os pólipos podem voltar?
Podem, especialmente em pacientes com asma ou alergia. Por isso o acompanhamento e o uso de medicação tópica após a cirurgia são importantes.
Preciso fazer tomografia antes?
Sim. A tomografia dos seios da face é indispensável para o planejamento cirúrgico e para a segurança do procedimento.
Conteúdo educativo revisado por Dr. Hugo Fraga Barbosa Leite, médico otorrinolaringologista, CRM-RJ 52-83883-7, RQE 18042. Última revisão em 24 de outubro de 2026. Este texto não substitui a avaliação médica individual.